Uma fatalidade doce que me ocorre ao viver em uma época onde pessoas se montam e desmontam para parecer o que não são na infinidade da conexão que as redes sociais ou anti-sociais nos proporcionam, é o fato de poder conhecer, sem conhecer, apenas imaginar, sem saber o que está imaginando, o dia a dia, a efemeracidade daquela pessoa que por um descuido apareceu em minha tela, a qual anteriormente estava aberta em uma sequencia de comentários que incluía um de sua autoria, e o desta pessoa me chamara atenção. Quando percebo estou já nos amigos dos amigos dela, e já tenho em mente sua rotina, seu trabalho, até mesmo angustias quando as legendas das fotos ultrapassam a superficialidade.
Gosto de viver neste mundo do conhecer não conhecendo, pois tenho curiosidade a respeito do que ele pode trazer para mim.
Só não gosto mesmo, da obrigação que sinto, de deixar minhas informações também a deriva de um viajante qualquer de comentários.
Gosto de viver neste mundo do conhecer não conhecendo, pois tenho curiosidade a respeito do que ele pode trazer para mim.
Só não gosto mesmo, da obrigação que sinto, de deixar minhas informações também a deriva de um viajante qualquer de comentários.