No metrô cheio, recém musicado por sei-lá-quem-teve-a-brilhante-ideia-
de-tocar-música-clássica-entre-as-estações-de-metrô,
Como se estivéssemos coreografados, em sintonia de Marius Petipa
Olhei por cima do ombro direito,que segurava o peso de todo meu corpo por pura necessidade de contrariar a inércia
E nossos olhos desinteressados se encontraram, claro, desinteressadamente.
Cada um se recolheu e voltou para o próprio viver de dia a dia que é estar em um metrô lotado com gente desconhecida a toda parte,sem claro, esquecermos da música que a pouco passou a figurar a cena cotidiana.
Levantei o olhar mais uma vez , mas dessa vez, interessada, tão interessada que me passou despercebido que a sua estação já havia passado e você havia desembarcado sem ao menos concluirmos nosso pas de deux.