sábado, 27 de junho de 2015

Prazeres

Prazeres 

Descobrimos a magia do teatro
Não teatro espaço
Teatro arte
Descobrimos que podemos ser vários
Em uma trajetória limitada
Onde alma desprende do corpo
no final da peregrinação. 
Gostamos de sermos nós mesmos
Na pele do outro
No olhar de mais outro
Nos sentimentos de outros mais 
Fazendo alguns outros 
aplaudirem
E a sede de som
luz
cortinas 
e coxias, 
Mesmo que sutil é o que nos torna 
massinha de modelar para o fazer arte 
doando o nosso corpo
mente
voz
e corações.
Os prazeres de quem atua
e prazeres de quem vive
são os mesmos
a única diferença
é que o ator pode senti-los mais vezes. 

Nina Moluvi

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quer?

Quiz brincar de ser poeta, comendo canjica que sobrou da festa junina, percebi que só caberia em mim, a falta de coerência, pois ser poeta é não poetizar, é tentar ver, mostrando o jeito errado, é falar, cantando, torcer, em silêncio, ser contraditório, ou totalmente previsível. Eu quero ser poeta? Não, nem poetisa. Quero saber escrever. Quero mostrar o que sei, parecendo que sei muito quando o que na verdade sei é nem metade disso. Quero ser fantasiosa, contando a verdade e detalhando o presente no passado, cheio de gerúndios, incorreto! Quero ser jovem, no tempo passado. Quero! Só quero parar de escrever que quero, mas demostrando o querer. 
E se você quiser, apenas pare de ler. 

Nina Moluvi



terça-feira, 23 de junho de 2015

#PartiuFacu?

Nesta rotina maluca de estudos e trabalhos e apresentações, me peguei assistindo a videos pré-vestibulares, que eu autointitulei "VIDEOS AUTO-AJUDA PARA ENLOUQUECER". Eu tenho desejo muito forte de ingressar em uma universidade federal, acredito também que todo jovem deste país que se empenha nos estudos, e está cursando o ensino médio ou cursinho tenha o mesmo objetivo e ganância que eu, ou até maiores. A origem desse desejo comum a todos nós é tanto quanto duvidosa, mas creio que tudo isso tem um pezinho (ou uma perna toda) na competitividade do mundo capitalista globalizado, mas isso é discussão para outras horas.
Em um desses vídeos o professor argumentava sobre algumas técnicas que eu precisaria para expandir meu conhecimento de mundo a ponto de conseguir dissertar brilhantemente nas redações destes vestibulares.Tenho certeza de que seus argumentos eram bem fundamentados, ou sua persuasão e oratória eram esplêndidas, em partida deste fato, peguei para mim um objetivo de escrever muito mais do que estou acostumada, e é aí que este meio entra na história.
Acredito que se eu escrever para este veículo (blog) estarei fomentando a prática e habilidade que tenho ( ou vou desenvolver) para com o uso das palavras eruditas, coloquiais, formais e vulgares, de forma que me auxiliarão na composição de uma redação 'nota mil" 
Espero mesmo que me ajude, por mais que eu não receba "feedback" algum - uma vez que não divulgo, ou sequer comento sobre o Efuusus- o importante e crucial, é eu quanto escritora/aluna/estudante ser capaz de captar alguma evolução de minha parte. 
Sendo assim, prepare-se, você está prestes a ser bombardeado por palavras, textos, poemas, cartas ( por que não?). Que Deus nos abençoe.
AMÉM.

My thanks to..

Well, it really seems like i enjoy making my reader answer myself Is not this a tricky and odd fact? Oh no, i did it again ! And its all Machado´s fault! You! Dear genius! Whnever you are now , did it to me. So, thank you! Thank you Sr. Assis e Sr. Garret for not making me similar to a lonely person, but a lonely person whose got readers to talk with.

Nina Moluvi

Do rascunho ao Effusus #Luzes

Por quê ainda insisto em comparar as luzes da cidade com piscas-piscas de natal? Não estamos nem perto de dezembro.Não precisamos mais da bondade natalina.Muito menos assobiar ao rítimo de cantigas tradicionais.Não é preciso ser caridoso, nem esbanjar alegria, comer panetones, pagar as contas com o décimo-terceiro.Só precisamos continuar a paga-las,com o que não temos e posteriormente fingir que somos felizes.Comer arroz, feijão e ovo, Cantar no banho para tentar esquecer o dia que passou, e observar as luzes. Mas claro isso até que a inflação aumente novamente, e necessitarmos de iluminação vinda dos lampiões e velas, Ainda assim,continuaremos reféns dos piscas-piscas.

Nina Moluvi

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Dizeres da mediocridade

Atmosfera de feriado me deixa assim meio impaciente, acordei querendo vida, querendo ver, querendo ser, e não podendo.Meus pais são conservadores, e eu preguiçosa, tenho ônibus, trem e metrô, mas prefiro ir de carro. Resultado: fiquei em casa e tive que mergulhar na melancolia e na vontade que só fica teimando.
Peguei o controle, fiz o que tinha que fazer, para honrar minha condição de adolescente do século XXI, peguei o computador, abri as redes sociais, só veio peixe estragado, sem conteudo, desisti.Achei então no Arte 1 o que faltava, aquilo que eu estava com vontade, e então descobri: estava com vontade de arte.
Nele passava um documentário sobre literatura, nele, conheci um senhor que dizia E AGORA JOSÉ?, mas ele não declamava, ele cantava, dando uma melodia linda ao poema de Drummond, eu fiquei fascinada e este mesmo homem vestia frases, vestia poemas, vestia história, vestia um chapéu também cheio de dizeres.

E eu ainda conseguia ver pessoas julgando-o dizendo que ele só vestia papéis avulsos, ele tinha em sua casa milhões de livros.Me encantei com o acervo pessoal, que a mulher dele queria tanto jogar fora , mas por fim compreendeu quem tem cede não pode viver sem água.
Passando os olhos por tudo o que vi naquele documentário, e pescando as imagens que marcaram, cresce em mim mais uma vez a raiva, raiva essa de saber que tudo eu tenho e nada faço. Muita informação, pouca vontade, ou muita vontade e informação e pouco incentivo, porque eu não vou a bibliotecas? Por que não saí hoje para assistir Homem de La Mancha ou Uma Gaivota que estão gratuitas?Por que continuo me contentado em estudar para o vestibular diariamente, decorando formulas e exercícios que daqui a um tempo me doerão somente um cabresto e mais uma vez ficarei na vontade de ser? Queria poder ser menos eu e mais a juventude, que age por si e faz besteiras, quero errar, quero levar bronca, quero sair de casa e voltar tarde, quero ter 17 anos, quero porque tenho e não uso.
O leitor a essa altura (seja lá se existe ou não) já deve ter voltado aos seus afazeres que com certeza são bem mais interessantes e produtivos que os meus, e é bem isso, ser produtivo, é isso que preciso aprender a ser, usar tudo que vejo e tudo que tento ser mas não consigo.
Será que eu tenho medo ou sou só idiota mesmo? Os dois? Os dois.


Nina Moluvi