domingo, 2 de novembro de 2014

INTROCUCTION

Inicio com um sincero pedido de desculpas pela ousadia que estou prestes a cometer, a minha introdução não será uma introdução, até porque introduções dão uma noção ao futuro leitor do que está por vir, e, caro leitor, nem eu sei o que está por vir. Posso arriscar-me a dizer que terão pensamentos meus - portanto nem um pouco importantes- sobre os dias,as tardes,as noites, as pessoas, os amigos, a vida, a morte, o sim, o não, o talvez, o porque, o sei, o quero, o vou e o faço. 
Sempre foi forte em mim a vontade de mergulhar nas palavras e suas duplas interpretações, de viajar no túnel do inesperado, da metáfora, da metonímia,da antítese,da hipérbole, do verbo,  do substantivo, do adjetivo,do presente do indicativo, do pretérito, do imperativo...  E é por isso que hoje com meus dedos nada ágeis digito da forma que pretendo fazer ao longo de todos os textos que aqui tomarão vida: com o coração, movida pela pura vontade. 
Peço somente que não se assuste com a minha ignorância e muito menos com a minha transparência. 
Bem, agora, após uma releitura, infiro que sim, tenho uma introdução, em forma de aviso, mas tenho : Não ofenda-se com minhas palavras, essas linhas não são feitas para você, eu mal o conheço; não tente fazer com que eu mude, pois não vou, e dito isso se um dia me parecer diferente, não mudei, amadureci; isto não é um diário, portanto, posso não estar falando de mim, nem sendo eu mesma; posso escrever em inglês, hebraico, francês e italiano, se não concorda, apenas não perca o seu tempo, não leia;posso escrever em linhas, colunas, em prosa ou poesia,não espere nenhum padrão; se me conheces, eu digo : não conhece, se não me conheces eu digo : não o queira. 
Repito: sou movida por vontades,nas minhas veias não corre sangue, corre suco de groselha ou gelatina de morango, o meu coração não fica do lado esquerdo,fica na garganta logo abaixo das cordas vocais.
Eu sou ou posso ser Nina Moluvi, e mesmo que não queira sempre a terei comigo, na minha metade insana,logo ao lado da racionalidade, no meu viver carpe diem, no meu ser e alma EFFUSUS.
Nina Moluvi