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domingo, 8 de fevereiro de 2015

DEVANEIOS ENTRE MACHADO E DRUMMOND

Sento-me em minha cama, acomodo-me da melhor forma que posso, inspiro forte o ar de um domingo atarde, relaxando a musculatura enquanto espiro, sinto o meu corpo flutuar por alguns segundos.E tudo isso tem motivo,desde a fadiga que me leva a sentar na cama até a sensação confortante de estar em casa, com milhões de problemas e preocupações ligados as tarefas cansativas e repetitivas que se reservam para o dia seguinte, desaparecendo gradativamente dos pensamentos e se armazenando em um arquivo menos relevante.Estou assim por causa de Drummond e Machado, pois desde antes do desjejum já me sentia com sede de suas palavras, poemas e contos.Tenho aqui, deixada por Drummond uma antologia, cheia de mineirices gratuitas e até mesmo tênues que me levam a um plano diferenciado, até mesmo me identifico com José, que perdido entre seus questionamentos representa a humanidade, esta antologia pela qual hoje me derreto, foi formatada e entregue para milhares de alunos reféns da educação pública do país, entre eles minha prima-tia-amiga, quem me fez a grande homenagem de presentar com um exemplar,e o gesto que me faz sorrir de orelha a orelha pode parecer tolo aos olhos destes adolescentes que não tem a minima inclinação por cultura ou arte, simplesmente pela falta de incentivo ou apenas pela falta de vontade que já nasce com o brasileiro.E cada vez mais, acredito que este é mesmo o objetivo almejados pelos superiores funcionário públicos (governares).Enquanto isso, Machado me oferece sua ironia como prato principal, e depois me deixa livre dentro de seu universo de contos, que me fazem querer escrever, me fazem pensar no que sou e no que ele era, e em como eu desejo, e peço para todos os anjos que me guardam, escrever com tal maestria e significância, espero um dia poder me ver apaixonada e apaixonando leitores, assim como M.A. e C.D.A fazem comigo desde quando os conheci pela primeira vez em Memórias Póstumas de Brás Cubas e Sentimento do Mundo, respectivamente. 


Antes de voltar aos pensamentos e deixar o computar portátil de lado, venho apenas abrir as portas para meus rascunhos, que passam a ganhar seu espaço aqui. Enjoy!
Nina Moluvi 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Arte

ARTE 

Sempre gostei da arte 
Com ela já cantei, dancei, 
saltei,imaginei,criei,senti,sorri,
chorei,atuei,sofri, não entendi,
relevei,me surpreendi, me apaixonei,
sonhei mais uma vez,
e ela me ajudou,cantou, dançou
saltou,imaginou,criou,sentiu,sorriu,
chorou,atuou,sofreu,não compreendeu,
relevou,surpreendeu.
E é com orgulho que com ela 
mantenho intensa ligação.
A donzela em apuros,
e super-heroína.
Meu vício.
Meu carma
Minha eterna paixão.
A simples e graciosa,
a ARTE.


Nina Moluvi 

domingo, 2 de novembro de 2014

INTROCUCTION

Inicio com um sincero pedido de desculpas pela ousadia que estou prestes a cometer, a minha introdução não será uma introdução, até porque introduções dão uma noção ao futuro leitor do que está por vir, e, caro leitor, nem eu sei o que está por vir. Posso arriscar-me a dizer que terão pensamentos meus - portanto nem um pouco importantes- sobre os dias,as tardes,as noites, as pessoas, os amigos, a vida, a morte, o sim, o não, o talvez, o porque, o sei, o quero, o vou e o faço. 
Sempre foi forte em mim a vontade de mergulhar nas palavras e suas duplas interpretações, de viajar no túnel do inesperado, da metáfora, da metonímia,da antítese,da hipérbole, do verbo,  do substantivo, do adjetivo,do presente do indicativo, do pretérito, do imperativo...  E é por isso que hoje com meus dedos nada ágeis digito da forma que pretendo fazer ao longo de todos os textos que aqui tomarão vida: com o coração, movida pela pura vontade. 
Peço somente que não se assuste com a minha ignorância e muito menos com a minha transparência. 
Bem, agora, após uma releitura, infiro que sim, tenho uma introdução, em forma de aviso, mas tenho : Não ofenda-se com minhas palavras, essas linhas não são feitas para você, eu mal o conheço; não tente fazer com que eu mude, pois não vou, e dito isso se um dia me parecer diferente, não mudei, amadureci; isto não é um diário, portanto, posso não estar falando de mim, nem sendo eu mesma; posso escrever em inglês, hebraico, francês e italiano, se não concorda, apenas não perca o seu tempo, não leia;posso escrever em linhas, colunas, em prosa ou poesia,não espere nenhum padrão; se me conheces, eu digo : não conhece, se não me conheces eu digo : não o queira. 
Repito: sou movida por vontades,nas minhas veias não corre sangue, corre suco de groselha ou gelatina de morango, o meu coração não fica do lado esquerdo,fica na garganta logo abaixo das cordas vocais.
Eu sou ou posso ser Nina Moluvi, e mesmo que não queira sempre a terei comigo, na minha metade insana,logo ao lado da racionalidade, no meu viver carpe diem, no meu ser e alma EFFUSUS.
Nina Moluvi