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sexta-feira, 6 de março de 2015

Do rascunho ao Effusus #EduqueUmaCriança

EDUQUE UMA CRIANÇA

Não fale alto!
Não se vista assim!
Não me dirija a palavra.
Você não pertence a mim.
Sou uma dama, então pode parar!
Com esse jeito sacana de elogiar.
AAA que coisa feia!
Quanto palavrão.
Melhor correr para a igreja,
atrás do teu perdão.
É jeitoso e cheio de si,
quero ver se sabe declamar,
ou tocar um violino.
Aceite o chá.
Não faça caretas!
Tire o cotovelo de cima da mesa!
Pode parar agora...
esse olhar não me engana!
Mostre que sabe cantar.
Ou pelo menos tocar piano!
Violão?
Pode abaixar esse ego!
Antes que acabe ferido.
Volte para brincadeiras.
Estarei bem aqui!
Entre livros e bucolismos.
De um típico dia em meu reino.
Só meu! 
Nem pense nisso!  

Nina Moluvi

Do rascunho ao Effusus #Ser-Humano

SER-HUMANO

O ser humano é uma espécie complicada, que sempre cai em contradição,
acha que tudo que faz ,
é melhor,
é bom.
Mas quanta ignorância o mundo pode aguentar...
Acredito que não o bastante.
É frustante saber que aquilo que você tanto almeja,
talvez seja o que fará outra pessoa chorar,
ou que vai fazer o mundo te julgar,
apontar dedos,
colocar apelidos,
e atribuírem adjetivos chulos.
Falo como se nunca o tivesse feito,
mas sou humana, e, em honra a este título,
simplesmente me mascaro,
cobrindo aquilo que foi ruim, com um sorriso de conveniência,
ou com algo pior.
Como tenho vergonha de fazer parte disso!
E de ter cedido um dia a hipocrisia mortalidade humana,.
Como pude ser tão tola, a ponto da maré me engolir...
Se tudo o que eu deveria ter feito era negar.
Resolvi me encaixar.
Por tanto, aqui estou eu sendo devorada  pelos monstros da caixinha que Pandora um dia abriu.

Nina Moluvi

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Diagnóstico

DIAGNÓSTICO

Acordei.
Desjejum. 
Banho.
Qual roupa? 
Alinhei os ponteiros.
Chaves.
Porta.
Portão.
O dia começava.
Lá vinha a predisposição
para carências.
Solidão.
Ônibus.
Metrô.
Ligação.
Química forte.
Logo para dentro do famoso coração,
pode ter sido no caminho de volta,
ou enquanto checava as mensagens...
Trajeto reverso.
Chuva.
Melancolia.
Música.
Chaves.
Esquentei o jantar,
sentei a mesa,
a fome não vinha,
a vontade sumiu,
 relaxei a cabeça ao deitar-me no sofá.
E aí tive a certeza;
Eu contraíra paixãonomia.

Nina Moluvi


domingo, 8 de fevereiro de 2015

DEVANEIOS ENTRE MACHADO E DRUMMOND

Sento-me em minha cama, acomodo-me da melhor forma que posso, inspiro forte o ar de um domingo atarde, relaxando a musculatura enquanto espiro, sinto o meu corpo flutuar por alguns segundos.E tudo isso tem motivo,desde a fadiga que me leva a sentar na cama até a sensação confortante de estar em casa, com milhões de problemas e preocupações ligados as tarefas cansativas e repetitivas que se reservam para o dia seguinte, desaparecendo gradativamente dos pensamentos e se armazenando em um arquivo menos relevante.Estou assim por causa de Drummond e Machado, pois desde antes do desjejum já me sentia com sede de suas palavras, poemas e contos.Tenho aqui, deixada por Drummond uma antologia, cheia de mineirices gratuitas e até mesmo tênues que me levam a um plano diferenciado, até mesmo me identifico com José, que perdido entre seus questionamentos representa a humanidade, esta antologia pela qual hoje me derreto, foi formatada e entregue para milhares de alunos reféns da educação pública do país, entre eles minha prima-tia-amiga, quem me fez a grande homenagem de presentar com um exemplar,e o gesto que me faz sorrir de orelha a orelha pode parecer tolo aos olhos destes adolescentes que não tem a minima inclinação por cultura ou arte, simplesmente pela falta de incentivo ou apenas pela falta de vontade que já nasce com o brasileiro.E cada vez mais, acredito que este é mesmo o objetivo almejados pelos superiores funcionário públicos (governares).Enquanto isso, Machado me oferece sua ironia como prato principal, e depois me deixa livre dentro de seu universo de contos, que me fazem querer escrever, me fazem pensar no que sou e no que ele era, e em como eu desejo, e peço para todos os anjos que me guardam, escrever com tal maestria e significância, espero um dia poder me ver apaixonada e apaixonando leitores, assim como M.A. e C.D.A fazem comigo desde quando os conheci pela primeira vez em Memórias Póstumas de Brás Cubas e Sentimento do Mundo, respectivamente. 


Antes de voltar aos pensamentos e deixar o computar portátil de lado, venho apenas abrir as portas para meus rascunhos, que passam a ganhar seu espaço aqui. Enjoy!
Nina Moluvi 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Arte

ARTE 

Sempre gostei da arte 
Com ela já cantei, dancei, 
saltei,imaginei,criei,senti,sorri,
chorei,atuei,sofri, não entendi,
relevei,me surpreendi, me apaixonei,
sonhei mais uma vez,
e ela me ajudou,cantou, dançou
saltou,imaginou,criou,sentiu,sorriu,
chorou,atuou,sofreu,não compreendeu,
relevou,surpreendeu.
E é com orgulho que com ela 
mantenho intensa ligação.
A donzela em apuros,
e super-heroína.
Meu vício.
Meu carma
Minha eterna paixão.
A simples e graciosa,
a ARTE.


Nina Moluvi 

domingo, 2 de novembro de 2014

INTROCUCTION

Inicio com um sincero pedido de desculpas pela ousadia que estou prestes a cometer, a minha introdução não será uma introdução, até porque introduções dão uma noção ao futuro leitor do que está por vir, e, caro leitor, nem eu sei o que está por vir. Posso arriscar-me a dizer que terão pensamentos meus - portanto nem um pouco importantes- sobre os dias,as tardes,as noites, as pessoas, os amigos, a vida, a morte, o sim, o não, o talvez, o porque, o sei, o quero, o vou e o faço. 
Sempre foi forte em mim a vontade de mergulhar nas palavras e suas duplas interpretações, de viajar no túnel do inesperado, da metáfora, da metonímia,da antítese,da hipérbole, do verbo,  do substantivo, do adjetivo,do presente do indicativo, do pretérito, do imperativo...  E é por isso que hoje com meus dedos nada ágeis digito da forma que pretendo fazer ao longo de todos os textos que aqui tomarão vida: com o coração, movida pela pura vontade. 
Peço somente que não se assuste com a minha ignorância e muito menos com a minha transparência. 
Bem, agora, após uma releitura, infiro que sim, tenho uma introdução, em forma de aviso, mas tenho : Não ofenda-se com minhas palavras, essas linhas não são feitas para você, eu mal o conheço; não tente fazer com que eu mude, pois não vou, e dito isso se um dia me parecer diferente, não mudei, amadureci; isto não é um diário, portanto, posso não estar falando de mim, nem sendo eu mesma; posso escrever em inglês, hebraico, francês e italiano, se não concorda, apenas não perca o seu tempo, não leia;posso escrever em linhas, colunas, em prosa ou poesia,não espere nenhum padrão; se me conheces, eu digo : não conhece, se não me conheces eu digo : não o queira. 
Repito: sou movida por vontades,nas minhas veias não corre sangue, corre suco de groselha ou gelatina de morango, o meu coração não fica do lado esquerdo,fica na garganta logo abaixo das cordas vocais.
Eu sou ou posso ser Nina Moluvi, e mesmo que não queira sempre a terei comigo, na minha metade insana,logo ao lado da racionalidade, no meu viver carpe diem, no meu ser e alma EFFUSUS.
Nina Moluvi