sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Diagnóstico

DIAGNÓSTICO

Acordei.
Desjejum. 
Banho.
Qual roupa? 
Alinhei os ponteiros.
Chaves.
Porta.
Portão.
O dia começava.
Lá vinha a predisposição
para carências.
Solidão.
Ônibus.
Metrô.
Ligação.
Química forte.
Logo para dentro do famoso coração,
pode ter sido no caminho de volta,
ou enquanto checava as mensagens...
Trajeto reverso.
Chuva.
Melancolia.
Música.
Chaves.
Esquentei o jantar,
sentei a mesa,
a fome não vinha,
a vontade sumiu,
 relaxei a cabeça ao deitar-me no sofá.
E aí tive a certeza;
Eu contraíra paixãonomia.

Nina Moluvi


sábado, 14 de fevereiro de 2015

DESCULPAS Á ALGUÉM QUE SE AMA

Espero que leia, não querendo que faça, sinto muito por ter de ser covarde a ponto de fazer tal coisa. Sinto muito! Realmente me desculpe por não conseguir retribuir este olhar admirado que recebo de ti, nem conseguir dar a mesma intensidade que você coloca em nossos abraços, sinto por não conseguir te olhar e vê-lo como amante.
Adoro o seu perfume, seus abraços, suas piadas, seu senso de humor, até mesmo forma como se veste e discute sobre política e história, aprecio sua inteligência, e autoconfiança, pois sei que nunca conseguirei equiparar minhas qualidades com essas suas.Todas as minhas imperfeições parecem menores quando estou contigo, e quando me elogia, não sei se é só "da boca para fora", mas saiba, que me faz bem, porém, mesmo com toda essa vontade de estar perto, doí ter de relatar, que não sinto nada além disso, não sinto necessidade de ter-lo para mim, e muito menos de trocar carícias e afagos, preciso de você aqui para me dar conselhos e não preencher carência, preciso de você como companheiro, amigo, para brincadeiras e trocas de experiências durante uma longa conversa noturna carregada de pizza e refrigerante, não vinho e cama. Me perdoe por não retribuir, juro que eu gostaria, mas não consigo, você sabe mais de mim do que eu e me protege como um irmão faria e é assim que tua imagem se projeta em mim,  é meu irmão.


Nina Moluvi


domingo, 8 de fevereiro de 2015

DEVANEIOS ENTRE MACHADO E DRUMMOND

Sento-me em minha cama, acomodo-me da melhor forma que posso, inspiro forte o ar de um domingo atarde, relaxando a musculatura enquanto espiro, sinto o meu corpo flutuar por alguns segundos.E tudo isso tem motivo,desde a fadiga que me leva a sentar na cama até a sensação confortante de estar em casa, com milhões de problemas e preocupações ligados as tarefas cansativas e repetitivas que se reservam para o dia seguinte, desaparecendo gradativamente dos pensamentos e se armazenando em um arquivo menos relevante.Estou assim por causa de Drummond e Machado, pois desde antes do desjejum já me sentia com sede de suas palavras, poemas e contos.Tenho aqui, deixada por Drummond uma antologia, cheia de mineirices gratuitas e até mesmo tênues que me levam a um plano diferenciado, até mesmo me identifico com José, que perdido entre seus questionamentos representa a humanidade, esta antologia pela qual hoje me derreto, foi formatada e entregue para milhares de alunos reféns da educação pública do país, entre eles minha prima-tia-amiga, quem me fez a grande homenagem de presentar com um exemplar,e o gesto que me faz sorrir de orelha a orelha pode parecer tolo aos olhos destes adolescentes que não tem a minima inclinação por cultura ou arte, simplesmente pela falta de incentivo ou apenas pela falta de vontade que já nasce com o brasileiro.E cada vez mais, acredito que este é mesmo o objetivo almejados pelos superiores funcionário públicos (governares).Enquanto isso, Machado me oferece sua ironia como prato principal, e depois me deixa livre dentro de seu universo de contos, que me fazem querer escrever, me fazem pensar no que sou e no que ele era, e em como eu desejo, e peço para todos os anjos que me guardam, escrever com tal maestria e significância, espero um dia poder me ver apaixonada e apaixonando leitores, assim como M.A. e C.D.A fazem comigo desde quando os conheci pela primeira vez em Memórias Póstumas de Brás Cubas e Sentimento do Mundo, respectivamente. 


Antes de voltar aos pensamentos e deixar o computar portátil de lado, venho apenas abrir as portas para meus rascunhos, que passam a ganhar seu espaço aqui. Enjoy!
Nina Moluvi 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Arte

ARTE 

Sempre gostei da arte 
Com ela já cantei, dancei, 
saltei,imaginei,criei,senti,sorri,
chorei,atuei,sofri, não entendi,
relevei,me surpreendi, me apaixonei,
sonhei mais uma vez,
e ela me ajudou,cantou, dançou
saltou,imaginou,criou,sentiu,sorriu,
chorou,atuou,sofreu,não compreendeu,
relevou,surpreendeu.
E é com orgulho que com ela 
mantenho intensa ligação.
A donzela em apuros,
e super-heroína.
Meu vício.
Meu carma
Minha eterna paixão.
A simples e graciosa,
a ARTE.


Nina Moluvi