sexta-feira, 6 de março de 2015

CONFISSÕES DA BAILARINA

A angústia que me preenche está tomando forma, e a cada segundo parece irromper  caminhos dentro de mim, meus pés enquanto dançam procuram pela perfeição, eu PRECISO, conseguir, e não consigo, NUNCA consigo.Meus abraços se alongam o quanto podem, mas isso também não passa do mínimo necessário.Aqueles que desconhecem essa arte, a primeira vista, se encantam com o balanças, estica-puxa, do meu corpo, eu os digo: se enganam, eu não paço de uma boa imitação vendida aos lotes na rua vinte e cinco de maço, oque por um acaso me faz recordar do dia 26, deste mesmo mês, que é o dia quando me encontro dentre pensamentos perdidos, bombardeando uns aos outros, é o dia em que reflito o que sou, o que quero fazer, como quero estar, e se me contento com o que já consegui ( tendo para essa sempre a mesma resposta.: NÃO!) . MEU LIMITE PARECE SER TÃO LIMITADO, ISSO DÓI, ME FAZ PARECER IGUAL, ER ISSO EU NÃO QUERO, QUERO SER EU, MAS NA MELHOR VERSÃO POSSÍVEL, QUERO MARCAR PESSOAS, QUERO SER LEMBRADA!- passado a epifania, respiro, reflito, e continuo vivendo, batalhando contra minha pior inimiga: EU.

Nina Moluvi


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