sábado, 5 de dezembro de 2015

História genealógica

     A bisa que era índia casou-se  com um descendente de português.
   Vovó,filha de índia com descendente português,é baiana e casou-se com um mineiro.
    Papai que é paulista e filho de uma baiana filha de uma índia com um descendente português,que por sua vez casou-se com um mineiro,casou-se com uma descendente portuguesa.
      Mamãe ,descendente de um português que veio ao Brasil fugido da guerra, fruto de uma pulada de cerca da bisa, com uma portuguesa que veio ao Brasil com seus irmãos, sua mãe e seu pai, que ironicamente se parecia muito mais com o futuro genro do que com a própria filha,casou-se com um paulista, filho de uma baiana que é filha de uma índia com um descendente português, que por sua vez casou-se com um mineiro, e deu a  luz a três filhos.
      A mais velha que, assim como os outros dois filhos de mamãe,é fruto do casamento de uma paulista descendente de um português que veio ao Brasil fugido da guerra, fruto de uma pulada de cerca da bisa, com uma portuguesa que veio ao Brasil com seus irmãos, sua mãe e seu pai, o qual ironicamente se parecia muito mais com o futuro genro do que com a própria filha, com um paulista filho de uma baiana,que é filha de uma índia com um descendente português, que por sua vez casou-se com um mineiro, herdou fortes características tanto na personalidade quanto fisicamente da avó, pois é primeira filha do casamento do paulista, filho de uma baiana com um mineiro, e a descendente portuguesa.
      A do meio,quem vos escreve,que também é descendentes do casal paulista que são fruto de uma baiana e um mineiro e de dois portugueses que vieram ao Brasil, não é como a irmã e tem todos os traços e características lusitanas,principalmente porque a filha do português militar e da portuguesa quem veio com a família, com quem tem muita semelhança,se parece em todos os aspectos com a mãe, que é avó da menina do meio filha do casal paulista.
      O mais novo filho do casal que descende da baiana, do mineiro, do português e da lusitana, tem características da irmã mais velha a qual ainda não tem descendentes, mas se  parece muito com a baiana que se casou com o mineiro, principalmente porque é filha do paulista,fruto do mineiro com a baiana e tem o sorriso e a cor de todos eles, mas também se parece muito com a filha do meio que vos escreve e também é  descendentes do casal paulista que são fruto de uma baiana e um mineiro e de dois portugueses que vieram ao Brasil, que por sua vez não é como a irmã e tem todos os traços e características lusitanas,principalmente porque a filha do português militar e da portuguesa quem veio com a família, com quem tem muita semelhança e é o mais novo chama de progenitora,se parece em todos os aspectos com a mãe, que é avó da menina do meio e da irmã mais velha filhas do casal paulista, os quais trouxeram consigo toda a herança biológica exibida pelo menino maia novo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

E agora Terceirão!?

E agora, José?
O ano acabou,
O vestibular chegou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora,José?
E agora, você!?
Você que tem medo
Que assim como os outros
Começa agora o futuro
E agora, José?
Está sem escola,
Está sem os amigos,
Está sem carinho,
Logo poderá beber,
Logo já poderá dirigir,
Cuspir, logo poderá.
O ano passou
Correndo se foi,
O bonde está indo
Basta toma-lo
Agora! José.


Nina Moluvi

domingo, 22 de novembro de 2015

Aqueles contos falidos

  Um homem baixinho, calvo, de olhos perdidos e mãos calejadas que carrega  uma mala de viagem grande, repleta de bolsos com um cadeado travando o maior deles, sobre no transporte público pela porta do meio, todos o observam fazer força para levantar a mala e deposita-la no chão do coletivo antes de se posicionar para subir os pequenos degraus que o levam para o interior do carro, nenhum dos presentes se habilita a ajuda-lo.Após o exercício feito, o homem que agora fica mais visível, fazendo saltar as rugas ao redor de seus olhos, em sua testa e as veias ressaltadas da mão que grosseiramente leva ao bolso de sua calça e retira um papel já bem amassado para enxugar singelas gotas de suor que se fixaram em seu rosto.Ele anda pelo corredor levando com dificuldade a mala, quando se recorda de que não pagou a passagem e retorna a posição anterior, e aproximando-se do cobrador, entrega seu cartão para que o valor seja descontado, feito isso, retorna a sua saga a procura de um acento, ele se acomoda em um dos bancos reservados do lado esquerdo do corredor, antes de sentar ajeita sua mala no espaço que fica entre os bancos, pedindo desculpa com um gesto de cabeça para a mulher de bolsa vermelha e fones de ouvidos brancos por ter acidentalmente encostado a mala em suas pernas, segura-se com mais força para manter o equilíbrio pois o ônibus já chegou ao ponto seguinte, se acomoda no banco, e respira profundamente por um tempo, como se para acalmar seu corpo de tanta atividade.  Me pego perguntando a mim mesma o porque escolhi acompanha-lo neste pequeno momento, e por um instante me pergunto também  qual seria o conteúdo daquela mala?O que será que ele já fez na vida  que o levou a calejar as mãos? E se ele não tivesse pago a passagem, será que algum passageiro se incomodaria? O fato de ser calvo seria por stress ou genética?  Dispersos meus pensamentos vagueiam entre suposições, imagino situações e histórias a cerca de sua vida e do conteúdo em sua mala, tento até mesmo analisar sua personalidade.Mas todo o entusiasmo em tentar romantizar e fabricar um conto advindo deste simples senhor que pegou o mesmo transporte que eu, logo se esvai quando percebo, que entre todas as suposições e inferências, em momento algum me preocupei em dar-lo um nome, apenas o encaixei em esteriótipos e o inseri em ações cinematográficas sem nem mesmo querer saber sua identidade.  Coloco os fones de ouvido e me concentro na música antes que fique transparente demais a minha indiferença.

Nina Moluvi 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Do Rascunho ao Effusus #SeNadaDerCerto

Na reta final desta jornada educativa no colégio, minha turma resolveu seguir a tradição dos aulos dos anos anteriores com a chamada semana temática, um dos dias desta semana denomina-se :SE NADA DER CERTO.
No dia citado, não fui a aula, uma vez que não imaginava o que seria "dar certo", e se teria como " não dar certo", uma vez que por mais que todos os meus objetivos já estejam traçados, e outros tantos possam surgir se  um dos anteriores a eles não acontecerem.
Refletir acerca disso me deixou deliberadamente desesperada. Não tenho como saberse meu futuro "daria certo" , isso me angustiou e fez com que lágrimas sem credibilidade me fizessem melhor, sem qualquer equívoco, acredito na minha capacidade,porém me parece que hoje isso só não basta, nem talento nem dedicação, nem esforço, vejo-me de certa forma sucumbida a sorte.

Espero que tudo que não de certo de certo por fim.


Nina Moluvi

NARRANDO 18/07

NARRANDO 18/07
Dia cansativo, de muita atividade física, pouco tempo para comer, muito para pensar.
Pela manhã achocolatado seguido de Sucrilhos e bolacha água e sal. 
Em seguida, desfazer a mesa do café, subir, arrumar os quartos, "estique bem o lençol".
Hora de organizar a mochila, que leva as trocas de roupas necessárias.
Já preparada, collant, meia, sapatilhas, cabelo preso.
Chegando na Cia. com o ônibus executivo a espera.
Viagem demorada, confusa, mas cheia de risadas.
Chegamos, dançamos, fizemos, limpamos, levamos bronca.
De volta a Cia, a tarde estava perto do seu fim.
Observar a paisagem enquanto conversas paralelas divertem a mente, até a noite chegar, assim como minha progenitora em seu modesto Palio branco.
Finalmente em casa, o mais novo chegou, com o nosso paizão e medalha no peito!Campeão, mais um orgulho, a mais velha não está, foi curtir sua juventude, assim como um dia farei.
Banho gelado, toalha molhada, calcinha lavada debaixo do chuveiro com o sabão que sai do corpo.
Pijamas, computador, "A pizza chegou".
Lá se foram dois pedaços e meio, muzarela, portuguesa e mais meio de muzarela, coca gelada.
Culpa pós refeição suicida, medo de nunca conseguir perder tantas calorias.
Autopunição (mental) , desolação, cama.
Computador ligado, Netflix, INTO THE WILD.
Me pego refletindo, com vontade de registrar como passei o dia.
Queria ter lido um pouco, vou ler.
Banheiro, chocolate das 24 hrs, higiene bucal, arrependimento.
Reflexões.
Livro.
Cansaço.
A espera do trem para outra dimensão.
Boa noite/dia.


Nina Moluvi

domingo, 11 de outubro de 2015

SEIS DE OUTUBRO DE DOIS MIL E QUINZE

Bizarro
Doloroso
Vergonha
Raiva
Angústia
Lágrimas
Amigos
Mais raiva
Inconformada
Triste
Desolada
Burra
Perdida
Envergonhada
Desapontada
Indignada
Torcida
Desconstruída
Ressaca de pensar
Vergonha
Ódio
Pequei
Não mereço
Mereço
Choro
Raiva
Encabulada
Como fui capaz?
É ASSIM?
Queria gritar
Medo
Compreensão
Mais raiva
Mais vergonha
Mais medo
Mais eu
Mais tudo
Mais desorientação
Desmotivação
Incapaz
Desacreditada
Cadê a minha fé?
Abaixo a prepotência
Minha arte?
Fugiu de mim,
Sem espelho
Vergonha
Raiva
Asco
Nojo
Temor
Mais ódio
Sensível
Sem forças
Cubista
Expressionista
Barroca
Moderna
Melancólica
Vergonha.
KARINA M.


sábado, 18 de julho de 2015

FAXINA

SE MINHA MENTE FOR COMO ESSES RASCUNHOS,CONFUSOS, INACABADOS, DIFUSOS, HETEROGÊNEOS, ELA ESTÁ PRECISANDO URGENTEMENTE DE UMA FAXINA. FAVOR INDICAR ALGUÉM APTO PARA TAL.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

AMIZADES

Tentando colocar no lugar as mil e uma emoções que -não sei como- cabem em mim, meu coração e minha mente estão entorpecidos e eu não encontrei nenhuma doze de café para tira-los da ressaca que logo virá.
Essas emoções misturam-se entre si, e acabam formando uma teia de aranha, quase que transparente, mas quem tem boa visão enxerga: Como é incrível viver e saber que você fez parte da vida de tanta gente, buscando no meu eu mais imaturo -aquele eu que brincava de tudo, com tudo, com todos, aquele eu que não sabia o que eram finanças nem entendia a corrupção, aquele eu que não precisava pensar em vestibular, aquele eu que estava ainda no "quando eu crescer", não este meu eu aqui, agora que se encontra no "como eu cresci"- redescubro rostos que me trazem saudade, me imagino novamente correndo, pulando, pentelhando, enfim, sendo uma criança.Depois me pego na pré-adolescência, que nem faz tanto tempo assim que passou, mas parece uma eternidade, entre ela e eu há um abismo, e depois deste abismo, neste espaço, encontram-se mais rostos, esses ainda mantenho contato, e talvez por isso a saudade e vontade de reviver as experiencias sejam tão fortes, eu tenho raiva de ter sido tão pouco perto de quem eu gostava, vergonha de ter brigado tanto, quando deveria ter agradecido pela companhia, hoje esses rostos que metodicamente encontro uma vez ao ano, me fazem bem, mas não correm, nem brincam mais, hoje, os assuntos mudaram e a vida ficou mais chata, mas não menos interessante, na verdade acho que ela só está descaçando um pouco para daqui a pouco mostrar novamente suas garras, e me colocar de volta galopando em um cavalo imaginário, ou matando as saudades, com abraços, sorrisos, e uma dose ainda maior dela mesma.


Nina Moluvi

sábado, 27 de junho de 2015

Prazeres

Prazeres 

Descobrimos a magia do teatro
Não teatro espaço
Teatro arte
Descobrimos que podemos ser vários
Em uma trajetória limitada
Onde alma desprende do corpo
no final da peregrinação. 
Gostamos de sermos nós mesmos
Na pele do outro
No olhar de mais outro
Nos sentimentos de outros mais 
Fazendo alguns outros 
aplaudirem
E a sede de som
luz
cortinas 
e coxias, 
Mesmo que sutil é o que nos torna 
massinha de modelar para o fazer arte 
doando o nosso corpo
mente
voz
e corações.
Os prazeres de quem atua
e prazeres de quem vive
são os mesmos
a única diferença
é que o ator pode senti-los mais vezes. 

Nina Moluvi

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quer?

Quiz brincar de ser poeta, comendo canjica que sobrou da festa junina, percebi que só caberia em mim, a falta de coerência, pois ser poeta é não poetizar, é tentar ver, mostrando o jeito errado, é falar, cantando, torcer, em silêncio, ser contraditório, ou totalmente previsível. Eu quero ser poeta? Não, nem poetisa. Quero saber escrever. Quero mostrar o que sei, parecendo que sei muito quando o que na verdade sei é nem metade disso. Quero ser fantasiosa, contando a verdade e detalhando o presente no passado, cheio de gerúndios, incorreto! Quero ser jovem, no tempo passado. Quero! Só quero parar de escrever que quero, mas demostrando o querer. 
E se você quiser, apenas pare de ler. 

Nina Moluvi



terça-feira, 23 de junho de 2015

#PartiuFacu?

Nesta rotina maluca de estudos e trabalhos e apresentações, me peguei assistindo a videos pré-vestibulares, que eu autointitulei "VIDEOS AUTO-AJUDA PARA ENLOUQUECER". Eu tenho desejo muito forte de ingressar em uma universidade federal, acredito também que todo jovem deste país que se empenha nos estudos, e está cursando o ensino médio ou cursinho tenha o mesmo objetivo e ganância que eu, ou até maiores. A origem desse desejo comum a todos nós é tanto quanto duvidosa, mas creio que tudo isso tem um pezinho (ou uma perna toda) na competitividade do mundo capitalista globalizado, mas isso é discussão para outras horas.
Em um desses vídeos o professor argumentava sobre algumas técnicas que eu precisaria para expandir meu conhecimento de mundo a ponto de conseguir dissertar brilhantemente nas redações destes vestibulares.Tenho certeza de que seus argumentos eram bem fundamentados, ou sua persuasão e oratória eram esplêndidas, em partida deste fato, peguei para mim um objetivo de escrever muito mais do que estou acostumada, e é aí que este meio entra na história.
Acredito que se eu escrever para este veículo (blog) estarei fomentando a prática e habilidade que tenho ( ou vou desenvolver) para com o uso das palavras eruditas, coloquiais, formais e vulgares, de forma que me auxiliarão na composição de uma redação 'nota mil" 
Espero mesmo que me ajude, por mais que eu não receba "feedback" algum - uma vez que não divulgo, ou sequer comento sobre o Efuusus- o importante e crucial, é eu quanto escritora/aluna/estudante ser capaz de captar alguma evolução de minha parte. 
Sendo assim, prepare-se, você está prestes a ser bombardeado por palavras, textos, poemas, cartas ( por que não?). Que Deus nos abençoe.
AMÉM.

My thanks to..

Well, it really seems like i enjoy making my reader answer myself Is not this a tricky and odd fact? Oh no, i did it again ! And its all Machado´s fault! You! Dear genius! Whnever you are now , did it to me. So, thank you! Thank you Sr. Assis e Sr. Garret for not making me similar to a lonely person, but a lonely person whose got readers to talk with.

Nina Moluvi

Do rascunho ao Effusus #Luzes

Por quê ainda insisto em comparar as luzes da cidade com piscas-piscas de natal? Não estamos nem perto de dezembro.Não precisamos mais da bondade natalina.Muito menos assobiar ao rítimo de cantigas tradicionais.Não é preciso ser caridoso, nem esbanjar alegria, comer panetones, pagar as contas com o décimo-terceiro.Só precisamos continuar a paga-las,com o que não temos e posteriormente fingir que somos felizes.Comer arroz, feijão e ovo, Cantar no banho para tentar esquecer o dia que passou, e observar as luzes. Mas claro isso até que a inflação aumente novamente, e necessitarmos de iluminação vinda dos lampiões e velas, Ainda assim,continuaremos reféns dos piscas-piscas.

Nina Moluvi

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Dizeres da mediocridade

Atmosfera de feriado me deixa assim meio impaciente, acordei querendo vida, querendo ver, querendo ser, e não podendo.Meus pais são conservadores, e eu preguiçosa, tenho ônibus, trem e metrô, mas prefiro ir de carro. Resultado: fiquei em casa e tive que mergulhar na melancolia e na vontade que só fica teimando.
Peguei o controle, fiz o que tinha que fazer, para honrar minha condição de adolescente do século XXI, peguei o computador, abri as redes sociais, só veio peixe estragado, sem conteudo, desisti.Achei então no Arte 1 o que faltava, aquilo que eu estava com vontade, e então descobri: estava com vontade de arte.
Nele passava um documentário sobre literatura, nele, conheci um senhor que dizia E AGORA JOSÉ?, mas ele não declamava, ele cantava, dando uma melodia linda ao poema de Drummond, eu fiquei fascinada e este mesmo homem vestia frases, vestia poemas, vestia história, vestia um chapéu também cheio de dizeres.

E eu ainda conseguia ver pessoas julgando-o dizendo que ele só vestia papéis avulsos, ele tinha em sua casa milhões de livros.Me encantei com o acervo pessoal, que a mulher dele queria tanto jogar fora , mas por fim compreendeu quem tem cede não pode viver sem água.
Passando os olhos por tudo o que vi naquele documentário, e pescando as imagens que marcaram, cresce em mim mais uma vez a raiva, raiva essa de saber que tudo eu tenho e nada faço. Muita informação, pouca vontade, ou muita vontade e informação e pouco incentivo, porque eu não vou a bibliotecas? Por que não saí hoje para assistir Homem de La Mancha ou Uma Gaivota que estão gratuitas?Por que continuo me contentado em estudar para o vestibular diariamente, decorando formulas e exercícios que daqui a um tempo me doerão somente um cabresto e mais uma vez ficarei na vontade de ser? Queria poder ser menos eu e mais a juventude, que age por si e faz besteiras, quero errar, quero levar bronca, quero sair de casa e voltar tarde, quero ter 17 anos, quero porque tenho e não uso.
O leitor a essa altura (seja lá se existe ou não) já deve ter voltado aos seus afazeres que com certeza são bem mais interessantes e produtivos que os meus, e é bem isso, ser produtivo, é isso que preciso aprender a ser, usar tudo que vejo e tudo que tento ser mas não consigo.
Será que eu tenho medo ou sou só idiota mesmo? Os dois? Os dois.


Nina Moluvi

domingo, 8 de março de 2015

TRYING

Once in the english class, i started to wonder, how many times, in my life would i use all those things that i was learning, i know that i am used to write in the wrong way, but does not it feels more comfortable?
All those synonyms that all of us were dying to learn...., when am i going to use it?I hope i could have the capacity of remembering every single word, as straightforward as it could be.
I do have my own vocabulary written down in a notebook... but most of the letters there just mingle and twist with which other that drives me crazy, i get lost, and when i realise, i did not understood anything, i suppose that I should to be fine with it, and try again later, but that is simply not who i was born to be. I hate the felling of not knowing things, and i get angry and frustrated with it, it is almost insulting!
I wish i had the gift of self-learning, and being concentrated enough to figure out this dilemma that i live.
Seems like my intelligence vary such as my humor,and that i am kind of pursued by this ghost that makes me want everything, although knowing that i am not afford to do it.

Nina Moluvi

sexta-feira, 6 de março de 2015

Do rascunho ao Effusus #EduqueUmaCriança

EDUQUE UMA CRIANÇA

Não fale alto!
Não se vista assim!
Não me dirija a palavra.
Você não pertence a mim.
Sou uma dama, então pode parar!
Com esse jeito sacana de elogiar.
AAA que coisa feia!
Quanto palavrão.
Melhor correr para a igreja,
atrás do teu perdão.
É jeitoso e cheio de si,
quero ver se sabe declamar,
ou tocar um violino.
Aceite o chá.
Não faça caretas!
Tire o cotovelo de cima da mesa!
Pode parar agora...
esse olhar não me engana!
Mostre que sabe cantar.
Ou pelo menos tocar piano!
Violão?
Pode abaixar esse ego!
Antes que acabe ferido.
Volte para brincadeiras.
Estarei bem aqui!
Entre livros e bucolismos.
De um típico dia em meu reino.
Só meu! 
Nem pense nisso!  

Nina Moluvi

CONFISSÕES DA BAILARINA

A angústia que me preenche está tomando forma, e a cada segundo parece irromper  caminhos dentro de mim, meus pés enquanto dançam procuram pela perfeição, eu PRECISO, conseguir, e não consigo, NUNCA consigo.Meus abraços se alongam o quanto podem, mas isso também não passa do mínimo necessário.Aqueles que desconhecem essa arte, a primeira vista, se encantam com o balanças, estica-puxa, do meu corpo, eu os digo: se enganam, eu não paço de uma boa imitação vendida aos lotes na rua vinte e cinco de maço, oque por um acaso me faz recordar do dia 26, deste mesmo mês, que é o dia quando me encontro dentre pensamentos perdidos, bombardeando uns aos outros, é o dia em que reflito o que sou, o que quero fazer, como quero estar, e se me contento com o que já consegui ( tendo para essa sempre a mesma resposta.: NÃO!) . MEU LIMITE PARECE SER TÃO LIMITADO, ISSO DÓI, ME FAZ PARECER IGUAL, ER ISSO EU NÃO QUERO, QUERO SER EU, MAS NA MELHOR VERSÃO POSSÍVEL, QUERO MARCAR PESSOAS, QUERO SER LEMBRADA!- passado a epifania, respiro, reflito, e continuo vivendo, batalhando contra minha pior inimiga: EU.

Nina Moluvi


MY INICIATION

The world, is full of words, languages, gestures, and it is all so natural, so beautiful. I wish i had the opportunity of knowing better every single culture across the globe, just think about  how awesome it would be to be able to talk with everyone, about everything or anything, in addition to it, i am still trying to learn the most about me and my own mother culture and language, so then, when i feel like i am ready to share with the folks around the world all my ideas and desires, i will do it,and do it  hardly well, like a bee showing up its honey to bears, and hope to never stop.
I apologise, dear reader, as i said, i am only a begginer on this business, i do not know me really  well to present me for you in another language, but i will try my best and bet all my coins on it , and i promise one day we will be talking with everyone, about everything and anything, the both of us.
 

Nina Moluvi 

Do rascunho ao Effusus #Ser-Humano

SER-HUMANO

O ser humano é uma espécie complicada, que sempre cai em contradição,
acha que tudo que faz ,
é melhor,
é bom.
Mas quanta ignorância o mundo pode aguentar...
Acredito que não o bastante.
É frustante saber que aquilo que você tanto almeja,
talvez seja o que fará outra pessoa chorar,
ou que vai fazer o mundo te julgar,
apontar dedos,
colocar apelidos,
e atribuírem adjetivos chulos.
Falo como se nunca o tivesse feito,
mas sou humana, e, em honra a este título,
simplesmente me mascaro,
cobrindo aquilo que foi ruim, com um sorriso de conveniência,
ou com algo pior.
Como tenho vergonha de fazer parte disso!
E de ter cedido um dia a hipocrisia mortalidade humana,.
Como pude ser tão tola, a ponto da maré me engolir...
Se tudo o que eu deveria ter feito era negar.
Resolvi me encaixar.
Por tanto, aqui estou eu sendo devorada  pelos monstros da caixinha que Pandora um dia abriu.

Nina Moluvi

VAMOS VIVER!

É demasiado cômico o fato de as vezes nos sentirmos tão vazios, ao mesmo tempo que nos vemos cheios de tarefas e deveres, como uma semana que passa na velocidade mais rápida que os ponteiros do relógio são capazes  de encontrar, pode se tornar chata e sem vida. Visto isso, durante a semana que passou, tentei parar para me preocupar com o que realmente importa, na verdade, parei para me perguntar, o que seria de maior relevância para a minha estadia na terra. Sem qualquer equívoco, hoje afirmo que a vida é breve, e que se nos retrairmos todas as vezes em que somos postos em prova, ou que desafios e objetivos são traçados, ou quando seu corpo pede um minuto para relaxar, estaremos perdendo uma parte da magia que é viver. É tão bom se sentir vivo, é tão bom ser, estar, respirar,querer, e mesmo assim nos contentamos com o pouco, com o rápido e com o inútil. Cheguei a conclusão de que todas as experiências devem ser degustadas como um vinho raro e doce de uma adega portuguesa. 
Não deixando de fazer as tarefas do dia a dia, mas fazendo com que elas não sejam apenas tarefas, mas algo que nos faz crescer, fazer com que cada experiência com colegas, construa amizades,com família, construa amor e confiança, com mestres, júbilo, com motoristas, trajetórias, com desconhecidos, troca de informações, com inimigos, jogos de metáforas e ironias.
Quero viver plenamente, dia após dia,suavemente, felizmente, incrivelmente, incansávelmente como se fosse o último dia de minha vida todos os dias, como se todas as manhãs fossem de carnaval, como se todos os abraços fossem verdadeiros e todos os "bom dias" convites para uma  xícara de chá.

Nina Moluvi 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Diagnóstico

DIAGNÓSTICO

Acordei.
Desjejum. 
Banho.
Qual roupa? 
Alinhei os ponteiros.
Chaves.
Porta.
Portão.
O dia começava.
Lá vinha a predisposição
para carências.
Solidão.
Ônibus.
Metrô.
Ligação.
Química forte.
Logo para dentro do famoso coração,
pode ter sido no caminho de volta,
ou enquanto checava as mensagens...
Trajeto reverso.
Chuva.
Melancolia.
Música.
Chaves.
Esquentei o jantar,
sentei a mesa,
a fome não vinha,
a vontade sumiu,
 relaxei a cabeça ao deitar-me no sofá.
E aí tive a certeza;
Eu contraíra paixãonomia.

Nina Moluvi


sábado, 14 de fevereiro de 2015

DESCULPAS Á ALGUÉM QUE SE AMA

Espero que leia, não querendo que faça, sinto muito por ter de ser covarde a ponto de fazer tal coisa. Sinto muito! Realmente me desculpe por não conseguir retribuir este olhar admirado que recebo de ti, nem conseguir dar a mesma intensidade que você coloca em nossos abraços, sinto por não conseguir te olhar e vê-lo como amante.
Adoro o seu perfume, seus abraços, suas piadas, seu senso de humor, até mesmo forma como se veste e discute sobre política e história, aprecio sua inteligência, e autoconfiança, pois sei que nunca conseguirei equiparar minhas qualidades com essas suas.Todas as minhas imperfeições parecem menores quando estou contigo, e quando me elogia, não sei se é só "da boca para fora", mas saiba, que me faz bem, porém, mesmo com toda essa vontade de estar perto, doí ter de relatar, que não sinto nada além disso, não sinto necessidade de ter-lo para mim, e muito menos de trocar carícias e afagos, preciso de você aqui para me dar conselhos e não preencher carência, preciso de você como companheiro, amigo, para brincadeiras e trocas de experiências durante uma longa conversa noturna carregada de pizza e refrigerante, não vinho e cama. Me perdoe por não retribuir, juro que eu gostaria, mas não consigo, você sabe mais de mim do que eu e me protege como um irmão faria e é assim que tua imagem se projeta em mim,  é meu irmão.


Nina Moluvi


domingo, 8 de fevereiro de 2015

DEVANEIOS ENTRE MACHADO E DRUMMOND

Sento-me em minha cama, acomodo-me da melhor forma que posso, inspiro forte o ar de um domingo atarde, relaxando a musculatura enquanto espiro, sinto o meu corpo flutuar por alguns segundos.E tudo isso tem motivo,desde a fadiga que me leva a sentar na cama até a sensação confortante de estar em casa, com milhões de problemas e preocupações ligados as tarefas cansativas e repetitivas que se reservam para o dia seguinte, desaparecendo gradativamente dos pensamentos e se armazenando em um arquivo menos relevante.Estou assim por causa de Drummond e Machado, pois desde antes do desjejum já me sentia com sede de suas palavras, poemas e contos.Tenho aqui, deixada por Drummond uma antologia, cheia de mineirices gratuitas e até mesmo tênues que me levam a um plano diferenciado, até mesmo me identifico com José, que perdido entre seus questionamentos representa a humanidade, esta antologia pela qual hoje me derreto, foi formatada e entregue para milhares de alunos reféns da educação pública do país, entre eles minha prima-tia-amiga, quem me fez a grande homenagem de presentar com um exemplar,e o gesto que me faz sorrir de orelha a orelha pode parecer tolo aos olhos destes adolescentes que não tem a minima inclinação por cultura ou arte, simplesmente pela falta de incentivo ou apenas pela falta de vontade que já nasce com o brasileiro.E cada vez mais, acredito que este é mesmo o objetivo almejados pelos superiores funcionário públicos (governares).Enquanto isso, Machado me oferece sua ironia como prato principal, e depois me deixa livre dentro de seu universo de contos, que me fazem querer escrever, me fazem pensar no que sou e no que ele era, e em como eu desejo, e peço para todos os anjos que me guardam, escrever com tal maestria e significância, espero um dia poder me ver apaixonada e apaixonando leitores, assim como M.A. e C.D.A fazem comigo desde quando os conheci pela primeira vez em Memórias Póstumas de Brás Cubas e Sentimento do Mundo, respectivamente. 


Antes de voltar aos pensamentos e deixar o computar portátil de lado, venho apenas abrir as portas para meus rascunhos, que passam a ganhar seu espaço aqui. Enjoy!
Nina Moluvi 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Do rascunho ao Effusus #Arte

ARTE 

Sempre gostei da arte 
Com ela já cantei, dancei, 
saltei,imaginei,criei,senti,sorri,
chorei,atuei,sofri, não entendi,
relevei,me surpreendi, me apaixonei,
sonhei mais uma vez,
e ela me ajudou,cantou, dançou
saltou,imaginou,criou,sentiu,sorriu,
chorou,atuou,sofreu,não compreendeu,
relevou,surpreendeu.
E é com orgulho que com ela 
mantenho intensa ligação.
A donzela em apuros,
e super-heroína.
Meu vício.
Meu carma
Minha eterna paixão.
A simples e graciosa,
a ARTE.


Nina Moluvi